13 de março de 2010

Há tanta lentidão nesta agilidade!

Ultimamente sempre que tenho a oportunidade de participar de uma conversa com amigos de profissão, quase sempre o assunto acaba se direcionando ao tema “Agilidade no desenvolvimento de software”.

A maioria deles costuma reclamar das metodologias implementadas em suas empresas, e dizem não estar satisfeitos com os resultados obtidos por elas, falam sobre XP, SCRUM, TDD e muito mais, porém não estão atentos a acontecimentos simples, que em minha opinião, ajudam a retardar e execução de suas tarefas, prejudicando assim a realização de suas metas, abaixo cito algumas delas.

Vaidade.

Parece besteira, mais há uma incrível quantidade de profissionais (e eu mesmo conheço muitos) que simplesmente passam muito tempo tentando adaptar uma técnica método ou tecnologia em uma empresa, mesmo percebendo dificuldades que trazem prejuízo a ela, simplesmente por vaidade, acham que como profissionais, se utilizarem a técnica, método ou tecnologia “A” ao invés da “B”, serão mais respeitados e admirados na comunidade.

Quantidade de informação.

Muitos destes profissionais são pessoas muito bem formadas, que estão sempre por dentro das últimas novidades, no que diz respeito ao desenvolvimento de software, e isso e ótimo, não há nenhum mal nisso, muito pelo contrario.

No entanto abraçam as técnicas, métodos e tecnologias idealizadas por uma pessoa ou grupo de pessoas (que por mais notáveis que sejam, pode ser que vivam em outra realidade), sem nenhum tipo de adaptação, nenhum tipo de personalização, transformando algo que deveria ajudar em um transtorno, uma espécie de dogma tecnológico.
Implementam especificações gigantescas e irreais, criam reuniões improdutivas, que na maioria das vezes servem apenas com um conforto psicológico para um gestor “incompetente”.

Expectativas irreais.

E preciso também tomar cuidado com os evangelizadores, por que apesar de serem altamente benéficos a comunidade, difundindo informações de valor, na maioria das vezes se deixam levar pelo aspecto emocional, exacerbando os benefícios de uma técnica, método ou tecnologia, criando expectativas irreais que não poderão ser mantidas na realidade da empresa.

Falta de estrutura e experiência básica.

Ao contratar uma profissional para atuar em um projeto que pretende utilizar metodologias e tecnologias ágeis, a empresa precisa perceber que para que ele consiga se “sincronizar” com a equipe e produzir, e preciso uma estrutura adequada.

Porém isso quase nunca acontece, geralmente metodologias ágeis são implementadas em um projeto, quando seu prazo já estourou, os gestores estão arrancando os cabelos, fazendo uma quantidade enorme de recomendações (ameaças) aos colaboradores, para que eles produzam mais e melhor milagrosamente, e como se não bastasse, implementem com sucesso uma metodologia ágil.

Completando.

De forma nenhuma eu diria ser prejudicial implementar uma técnica ou tecnologia ágil em uma empresa, muito pelo contrario eu incentivaria, com algumas ressalvas e pequenas adaptações, necessárias a realidade delas.

O que eu estou tentando dizer aqui, e que e preciso levar em conta que metodologias ágeis não funcionam quando são implementadas “no susto”, elas não são a miraculosa salvação, o “milagre” e feito por pessoas.

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